O policial teresinense que, hoje, mais destaque tem merecido, é o Delegado
Moura, do 1º Distrito.
Já tivemos aqui alguns delegados, que criaram fama pelas suas atividades na
perseguição, descoberta e prisão dos criminosos, como Delfino Vaz, Pedro Basílio e
outros os quais deixaram tradição de operosidade, tenacidade e inato faro no combate ao
crime.
Agora, entra para a galeria dos agentes da sociedade contra o mal, oriundo do
crime, o Moura. É franzino, de estatura mediana, compleição regular, de aparência
bisonha e aspecto de timidez, claro e de densos cabelos pretos, mas é um gigante na
repressão criminal. De origem humilde, formado em Direito à custa de muito esforço
pessoal, já deixava na Faculdade, com os seus professores, a impressão de que seria um
bom policial, pela sua aplicação ao estudo da ciência penal e processual penal, fazedor
de perguntas, sobre crimes e criminosos.
Titular do 1º Distrito Policial – Central – logo confirmou todos os prognósticos. Empenhou-se no exercício do cargo e tomou a peito o dever de combater os delinquentes e os delitos. Não para… Dia e noite se agita e age com a sua turma de detetives especializados. Não dá trégua aos marginais, geralmente ladrões sem entranhas e homicidas perversos. Embora culto, pouco se socorre de técnicas científicas ainda incipientes no meio.
Contudo, tem um faro sobrenatural e um instinto quase infalível que o levam a desvendar crimes misteriosos assaltos nas caladas da noite e homicídios sem testemunhas. É um detetive nato, um farejador de nascença de bandidos. Crime sob sua investigação, é crime descoberto e autor na cadeia. É claro que está sempre nas ‘manchetes’. E não há crime de importância, para descoberta do qual, não seja chamado. E, por isso, vem contribuindo com 50% para a população carcerária da penitenciária local.
Um policial como este, com uma atividade como esta e com um teor de eficiência como o que apresenta, é claro que tem inimigos e opositores.
Mas, ao fim e ao cabo de contas, o seu saldo de atuação é extremamente positivo e é aceito e elogiado pelo setor maior da opinião pública, infensa ao facinorismo e à criminalidade. O Moura, meu ex-aluno da FUFPI e incorrigível perguntador, na sua ânsia incontida de aprender e saber, bem pode hoje ser apontado com o parâmetro melhor para todos os que pretendem ingressar na misteriosa carreira policial.
Na sua pessoa franzina, estão concentrados o faro, a intuição, a obstinação e a honradez, que fazem um bom delegado. Sim, meus senhores, quem dera a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, a felicidade de abrigar no seu seio, mais alguns delegados tipo Moura. Só assim, poderíamos dormir tranquilos, porque haveria quem indormidamente, velasse por nós, dando-nos garantia, confiança e seguridade.
Desta forma, no instante em que as polícias de muitos Estados se encontram sob o crivo da opinião nacional, pela sua indisciplina, crimes bárbaros e corrupções, corre o dever de, com as modestas observações acima, fazer uma homenagem a Edvaldo Moura, que pode servir como exemplo raro dos que, na polícia, executam um trabalho árduo, mas imprescindível à segurança e bem estar sociais, sem o que não haverá paz e progresso para os que constroem o futuro deste Brasil gigante.
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